EXAME – Esfera Brasil — Publicado em 4 de março de 2026
Meta vai à Justiça contra redes de deepfakes no Brasil e na China
A Meta anunciou ações judiciais contra indivíduos e empresas envolvidos na criação e disseminação de deepfakes de celebridades usados para promover produtos e investimentos fraudulentos nas plataformas da companhia. A iniciativa mira redes que operavam principalmente no Brasil e na China, utilizando conteúdos manipulados por inteligência artificial para enganar usuários e impulsionar campanhas publicitárias ilícitas.
Os deepfakes vídeos ou imagens hiper-realistas gerados por IA têm sido cada vez mais utilizados em golpes digitais, especialmente em anúncios que exploram a imagem de figuras públicas para dar credibilidade a promessas de ganhos financeiros ou tratamentos de saúde sem comprovação.
Para Alan Campos Thomaz, sócio do Campos Thomaz Advogados, o movimento da Meta reflete uma tendência crescente de responsabilização e governança no ambiente digital. “Casos envolvendo deepfakes mostram como o avanço da inteligência artificial exige novos mecanismos de prevenção, transparência e responsabilização das plataformas e dos agentes que exploram essas tecnologias de forma fraudulenta”, afirma.
Segundo Alan, além da repressão judicial, o tema reforça a necessidade de marcos regulatórios mais claros para o uso de IA generativa, especialmente quando há impacto em direitos de imagem, proteção do consumidor e combate a fraudes digitais. “O desafio regulatório é equilibrar inovação tecnológica com mecanismos eficazes de proteção contra abusos”, acrescenta.
A ofensiva judicial da Meta busca não apenas responsabilizar os responsáveis pelas fraudes, mas também desestimular o uso de deepfakes em esquemas de publicidade enganosa, que vêm se tornando cada vez mais sofisticados com o avanço da inteligência artificial.
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