Warner Music Group chegou a um acordo com a startup Suno, encerrando nos Estados Unidos o processo por violação de direitos autorais e permitindo que a empresa lance modelos de IA licenciados em 2026. O acerto ocorre em um cenário em que grandes gravadoras buscam proteger seus vastos catálogos diante da rápida expansão de músicas produzidas por inteligência artificial, que têm despertado preocupações éticas e comerciais.

A rival Udio também celebrou acordos com Warner e Universal Music após acusações de que ambas as plataformas teriam usado centenas de gravações protegidas para treinar seus sistemas. Pelo novo acordo, a Suno substituirá seus modelos atuais por versões licenciadas, implementará restrições de download e limitará o uso gratuito apenas à reprodução e compartilhamento, enquanto usuários pagantes terão limites mensais ampliáveis. A startup, que recentemente levantou 250 milhões de dólares, afirmou que ampliará suas ferramentas criativas e oferecerá novas oportunidades de colaboração com músicos de renome. As gravadoras sustentam que as plataformas de IA criam conteúdos que competem com artistas humanos, enquanto Suno e Udio defendem que o uso das obras deveria ser considerado fair use e que as ações judiciais visam restringir a concorrência.

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