Em 27 de maio, durante a 2.ª Sessão Extraordinária do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o ministro Luís Roberto Barroso anunciou o relançamento do Banco Nacional de Precedentes (BNP) com novas funcionalidades. A plataforma, agora denominada BNP/Pangea, foi desenvolvida pelo Programa Justiça 4.0 em parceria com o TRT-4 e oferece acesso público a uma base padronizada de precedentes qualificados, sendo uma ferramenta útil para juízes, servidores, advogados e pesquisadores.
A nova versão do BNP facilita a pesquisa e análise de precedentes com uma interface mais intuitiva e integração com os tribunais superiores — STF, STJ e TST. A ferramenta fortalece a aplicação uniforme da jurisprudência ao permitir o acesso rápido a decisões relevantes, com o objetivo de dar mais previsibilidade e segurança jurídica às decisões judiciais. Atualmente, 60 órgãos da Justiça estão integrados ao sistema, que conta com mais de 8 mil precedentes registrados.
A plataforma cumpre os dispositivos do artigo 927 do Código de Processo Civil e contribui para consolidar decisões vinculantes dos tribunais superiores, que já representam mais de 37% dos registros no BNP. O ministro Barroso reforçou a importância da integração dos tribunais aos novos serviços lançados, cuja efetividade depende da adesão técnica das cortes. A próxima etapa do processo será discutida em reunião no dia 10 de junho.