Em 2 de março de 2026, a OpenAI anunciou a revisão do acordo firmado com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos para o uso de suas tecnologias de inteligência artificial em atividades relacionadas à segurança nacional. A atualização ocorreu após críticas públicas e questionamentos internos sobre os limites do contrato originalmente divulgado. Segundo a empresa, a nova redação explicita que seus sistemas não poderão ser utilizados para vigilância doméstica de cidadãos ou residentes nos Estados Unidos, inclusive por meio da aquisição ou utilização de dados pessoais ou informações identificáveis obtidas comercialmente. O texto também estabelece que ferramentas da OpenAI não poderão ser empregadas por agências de inteligência vinculadas ao Departamento de Defesa sem a celebração de um novo acordo específico.

A empresa informou ainda que o contrato revisado incorpora salvaguardas adicionais voltadas ao uso responsável de suas tecnologias. Entre elas estão a proibição de vigilância doméstica em massa, a vedação ao uso de seus sistemas para direcionamento de armas autônomas e a restrição à utilização da inteligência artificial em decisões automatizadas de alto impacto, como mecanismos de crédito social. O debate sobre o acordo ganhou repercussão após a empresa Anthropic recusar proposta semelhante do governo norte-americano, alegando que a linguagem inicialmente apresentada não estabelecia limites suficientes para aplicações sensíveis, como vigilância em massa ou sistemas militares autônomos.

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