O Ministério das Comunicações iniciou em 13 de maio de 2025 uma tomada de subsídios pública voltada à elaboração da Política Nacional de Cabos Submarinos. O processo ficará aberto até o dia 27 de junho de 2025, por meio da plataforma Participa Mais Brasil, e visa reunir contribuições qualificadas de agentes públicos, privados e da sociedade civil.
A iniciativa marca um passo importante na estruturação de uma política pública voltada ao fortalecimento da infraestrutura de conectividade do país, diante da crescente demanda por transmissão de dados de alta capacidade e da necessidade de ampliar a resiliência e a segurança das redes de telecomunicações no território nacional.
O que está em pauta?
A consulta está organizada em 44 questões que abrangem aspectos técnicos, regulatórios, ambientais e econômicos relacionados ao mercado de cabos subaquáticos — incluindo tanto os instalados em mares e oceanos quanto os implementados em rios e lagos.
Entre os temas abordados, destacam-se:
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Prioridades regulatórias e estratégicas para a formulação da política pública;
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Barreiras legais e normativas que desestimulam investimentos;
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Critérios para definição de Zonas de Interesse de Ancoragem (ZIAs);
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Incentivos à diversificação geográfica dos pontos de ancoragem;
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Conceituação de regiões com alta concentração de cabos;
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Apoio à infraestrutura de retaguarda: redes terrestres, data centers e fornecimento de energia;
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Fontes e instrumentos de financiamento estratégico, incluindo PPPs e incentivos fiscais.
O Ministério também incentiva a inclusão de referências internacionais, como modelos legislativos e regulatórios bem-sucedidos em outros países, além da proposição de medidas concretas para fomentar o setor no Brasil.
Por que essa política importa?
Embora o termo “cabos submarinos” seja utilizado, o escopo da política abrange todo o ecossistema de cabos subaquáticos, reconhecendo a importância dessa infraestrutura para o tráfego de dados nacional e internacional.
Com o aumento da digitalização de serviços públicos e privados, o Governo Federal busca reduzir a dependência de infraestruturas estrangeiras — como servidores e cabos internacionais — e garantir maior autonomia, segurança cibernética e soberania digital ao país.
A política também poderá viabilizar a melhoria da qualidade da conexão em todo o território, com impactos diretos em áreas como educação, saúde, inovação e economia digital.
Oportunidade para participação estratégica
A tomada de subsídios representa uma oportunidade valiosa para que empresas, operadores, investidores, escritórios especializados e entidades do setor contribuam com diagnósticos, sugestões e propostas normativas que possam orientar o desenho regulatório futuro.
Com a data-limite se aproximando, é recomendável que os agentes interessados:
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Avaliem os pontos de atenção regulatória dentro de seus setores;
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Enviem contribuições com base em experiências práticas ou internacionais;
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Antecipem discussões que poderão impactar projetos futuros de conectividade.