Em 25 de junho de 2024, a equipe da DeepMind, divisão de inteligência artificial do Google liderada por Demis Hassabis, divulgou um estudo inédito sobre o uso malicioso de tecnologias de IA. A pesquisa concluiu que a criação de deepfakes — imagens, vídeos e áudios falsos que reproduzem pessoas reais de forma convincente — já supera os ataques cibernéticos como principal forma de uso indevido da IA, correspondendo a 27% dos incidentes analisados entre janeiro de 2023 e março de 2024.
Segundo o levantamento, a manipulação da opinião pública é o objetivo mais frequente de agentes que empregam IA generativa de modo ilícito, o que eleva preocupações sobre o impacto dessas falsificações nas eleições globais de 2024. A análise, realizada em parceria com a unidade Jigsaw do Google, também identificou o uso da IA para gerar lucros por meio da criação de conteúdos falsos ou serviços de deepfake. A DeepMind destacou que a maioria dos casos observados envolveu ferramentas amplamente acessíveis, exigindo pouca especialização técnica, o que amplia o alcance e o potencial de danos dessas práticas.