Análise – Notícias — Publicado em março de 2026
65% das empresas brasileiras discutem liderança feminina apenas em março, afirma pesquisa
Uma pesquisa da consultoria Todas Group identificou que 65% das empresas brasileiras discutem liderança feminina apenas no mês de março, período marcado pelo Dia Internacional da Mulher. O fenômeno, chamado de “Efeito Março”, evidencia a distância entre discursos institucionais sobre diversidade e a implementação de mudanças estruturais nas organizações.
Segundo especialistas, a prática de promover debates pontuais sem políticas permanentes de diversidade pode gerar riscos reputacionais e até impactos em processos de governança, auditorias ESG e negociações corporativas.
Para Juliana Sene Ikeda, sócia do Campos Thomaz Advogados, iniciativas simbólicas raramente produzem resultados concretos. “Ações pontuais costumam ter impacto limitado. Para gerar transformação real, políticas de diversidade precisam ser institucionalizadas e incorporadas à governança das empresas”, afirma.
Segundo Juliana, empresas que desejam avançar na agenda de liderança feminina precisam estruturar políticas com metas claras, responsabilidades definidas e mecanismos de monitoramento contínuo. “Diversidade não pode ser apenas uma campanha anual. É uma estratégia de longo prazo que precisa estar integrada às decisões de gestão e cultura corporativa”, destaca.
O estudo reforça que o desafio das empresas não está apenas em promover debates sobre o tema, mas em transformar essas discussões em políticas efetivas de inclusão e desenvolvimento de lideranças femininas.
Para acessar o artigo completo, clique aqui.