Em dezembro de 2025, veio a público que a Ordem dos Advogados do Brasil – Seção São Paulo ajuizou Ação Civil Pública na Justiça Federal com o objetivo de responsabilizar a Meta, a Agência Nacional de Telecomunicações e as operadoras Vivo, Claro e TIM pelo crescimento expressivo do chamado “golpe do falso advogado”. A iniciativa decorre do aumento significativo de fraudes praticadas por criminosos que se passam por escritórios de advocacia para extorquir clientes, utilizando dados reais de processos judiciais, documentos públicos e, em alguns casos, recursos de inteligência artificial para simular vozes e comunicações legítimas.
Segundo a OAB-SP, entre fevereiro e setembro de 2025 foram registradas quase quatro mil denúncias relacionadas ao uso indevido de credenciais de advogados, sendo que a maioria resultou em prejuízo financeiro às vítimas. A ação requer a adoção de medidas estruturais e urgentes, como mecanismos mais rigorosos de verificação de identidade em aplicativos de mensagens, bloqueio célere de contas e linhas utilizadas em golpes e maior atuação fiscalizatória da Anatel, além de indenização por danos morais coletivos e campanhas de conscientização. O caso evidencia desafios relevantes relacionados à prevenção de fraudes digitais, à proteção de dados e à responsabilidade de plataformas e prestadores de serviços de telecomunicações.