As grandes plataformas de compartilhamento de vídeo demonstraram preocupação com o avanço do Projeto de Lei do Streaming no Senado, temendo que o texto aprovado na Câmara sofra retrocessos. O principal receio é a perda do reconhecimento das diferenças entre os serviços de vídeo sob demanda, que possuem curadoria, e as plataformas de compartilhamento, que funcionam de forma aberta. As empresas defendem que apenas quem exerce controle editorial deve ser tributado ou regulado, argumentando que 85% da audiência nas plataformas já é de conteúdo local, o que reforça seu papel na valorização da produção nacional.
Apesar de críticas conceituais, consideram o modelo aprovado na Câmara equilibrado, com alíquotas diferenciadas — 4% para o VOD e 0,8% para plataformas de compartilhamento. O principal ponto de debate agora é o destino dos recursos arrecadados, já que as plataformas pedem que os criadores de conteúdo também possam acessar o Fundo Setorial do Audiovisual. Com dados do YouTube mostrando bilhões de reais gerados para o PIB e milhares de empregos criados, o setor defende que os criadores sejam reconhecidos como parte essencial da indústria e possam receber apoio financeiro público.