Getty Images enfrentou um revés relevante em 4 de novembro de 2025, em sua ação contra a Stability AI perante a Alta Corte de Londres, envolvendo o uso de seu acervo no treinamento do modelo Stable Diffusion. A empresa alegava violação de direitos autorais e de marca registrada, sustentando que o sistema foi treinado com imagens de seu catálogo e que outputs gerados reproduziam conteúdos protegidos. Durante o julgamento, contudo, a Getty retirou a parte central das alegações de violação de direitos autorais devido à ausência de evidências sobre o local efetivo de treinamento do modelo, o que reduziu o alcance jurídico imediato da decisão.
A juíza Joanna Smith concluiu que a Getty obteve êxito apenas em relação a uma das acusações: a reprodução não autorizada de marcas registradas, especificamente marcas d’água que apareciam em imagens geradas pelo modelo. A magistrada ressaltou que a decisão é “histórica, porém extremamente limitada em escopo”. O tribunal rejeitou a alegação de violação secundária de direitos autorais. Em comunicado, a Getty afirmou que a decisão estabelece precedente de que modelos de IA – enquanto bens intangíveis – podem ser objeto de reivindicações de direitos autorais, ponto que a empresa pretende invocar em processo paralelo nos Estados Unidos.